Vai ter mulher executiva liderando multinacional sim!

Aos poucos as mulheres vêm lutando por seus direitos e conquistando mais espaço. Contudo, as batalhas são diárias e o machismo acaba surgindo em pequenos detalhes. No mercado de trabalho isso não é diferente! Encontrar ou ser uma mulher executiva ainda é bastante difícil. Principalmente em altos cargos.

De acordo com um artigo publicado na “Fortune 100”, especial da revista Fortune sobre as cem melhores empresas para se trabalhar, o nível  profissional Executivo Sênior permanece dominado por homens. As mulheres ocupam apenas 18% das posições mais importantes em empresas.

Conheça a história de sucesso da Ana Paula Bógus, Presidente da multinacional Kimberly-Clark no Chile: uma das mulheres que estão mudando o mercado corporativo!

Quem é a primeira mulher executiva a assumir a presidência da Kimberly-Clark

Como primeira mulher executiva a assumir o cargo na empresa, desde pequena a brasileira Ana Paula Bógus sabia que o impossível é apenas uma palavra. Assim, chegou ao topo dos cargos da multinacional Kimberly-Clark com apenas 39 anos.

Ana Bógus: “Sou filha de um empresário que construiu uma metalúrgica de alumínio do zero e de uma bibliotecária que, depois dos 50 anos, decidiu tornar-se enóloga, com passagem pelas maiores importadoras do Brasil. Tive em casa a inspiração que precisava para saber que nada é impossível!”.

Mulher morena blusa branca
Ana Paula Bogus, General Manager na Kimberly-Clark Chile

As primeiras escolhas para uma carreira de sucesso:

A escolha de sua faculdade foi estratégica: o curso de administração não era um sonho, mas uma convicção de que poderia trabalhar desde o início, além de não ter que dedicar muito do seu tempo exclusivamente aos estudos – o que favoreceu sua formação como uma grande mulher executiva.

Ana Bogus: “Ao escolher minha formação levei em consideração um curso que me permitisse ingressar no mercado corporativo mais rapidamente. Por ser mais generalista, o curso de administração favorecia as oportunidades de emprego.

Além disso, ele não me exigiria dedicação integral, o que também auxilia no ganho de experiência mais rapidamente. Assim aconteceu! Logo após ingressar na faculdade, recebi uma proposta para ser secretária no extinto Banco Bamerindus, pois ainda não tinham aberto o programa de estágio da companhia.

Ocupei o cargo por seis meses até que o programa foi criado e pude fazer a minha inscrição. Como meu currículo contemplava o conhecimento avançado em inglês e alemão, fui selecionada para atuar área de Bancos Correspondentes”.

39 anos, um olhar estratégico para as oportunidades e a chegada ao sucesso

Especializada na carteira de bancos estrangeiros, Ana Paula teve passagem por grandes instituições financeiras. Além do Banco Bamerindus, trabalhou no Bankboston e no HSBC, completando nove anos no mercado financeiro e agregando grandes experiências e conhecimento de operações de corporate.

Ana Bógus: “Apesar do sucesso na carreira desde esta época, o ambiente competitivo do mercado no qual atuava me incomodava. Eu queria um trabalho onde fosse possível atuar em equipe, pois o mercado financeiro é solitário.

Para ampliar meu currículo, optei por fazer um MBA na Universidade de Pittsburgh, onde conheci o gerente de supply chain da Nestlé, na época, que sempre me dizia que eu tinha que sair do mercado que trabalhava.

Foi quando, ao final da especialização, fui convidada pela Nestlé para atuar como gerente da área comercial.”

Os desafios de ser gerente e mulher numa grande empresa

Na época ainda eram poucas as mulheres que ocupavam cargos tão estratégicos. Os desafios de ser a primeira mulher executiva a se tornar gerente era ainda maior!

Ana Bógus: “Fui a primeira gerente mulher na área comercial da companhia. Precisei conquistar a confiança de todos aos poucos, implementando uma maneira distinta de trabalho.

Após 7 anos na Nestlé, optei por novos desafios. Aceitei uma oportunidade na Kimberly-Clark de desenvolver um novo formato de trabalho na companhia: atuar no novo modelo de negócios com divisões regionais da companhia.

Comecei como responsável pelas regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil durante quatro anos. Depois me propuseram um desafio ainda maior: assumir a diretoria de Recursos Humanos da Kimberly-Clark no Brasil”, onde desenvolvi a fundo habilidades de liderança e de influência.

Essa foi uma experiência crucial para minha carreira e permitiu que hoje eu ocupasse a posição de Gerência Geral da empresa em Santiago, no Chile”.

Sucesso pessoal e profissional andam juntos

Certa de que o sucesso é a consequência de um bom trabalho e de muito comprometimento, Ana Paula lembra que seus objetivos e seus valores vão sempre além da ‘mulher executiva’.

Ana Bogus: “Meu propósito de vida é poder ajudar e inspirar as pessoas a viverem melhor e se superarem. Os resultados são consequências disso.

Para ter sucesso, é necessário unir competências e formação com as oportunidades que a vida coloca no caminho. Porém, é preciso ter confiança. É necessário acreditar que sim, podemos!

Além disso, nos cercar de pessoas que possam nos ajudar no dia a dia. Isso é muito importante, pois é impossível fazer tudo sozinha e temos que terceirizar funções sem sentir culpa. É um aprendizado diário, mas nos ajuda a chegar perto do equilíbrio que tanto buscamos.

Mas conciliar vida profissional e pessoal é, de fato, uma tarefa difícil quando se assume um cargo tão complexo e que exige tanto do profissional. Somos seres humanos e a vida profissional nunca estará bem se em casa estivermos mal.

É necessário ter paz na família e em casa para isso se refletir no âmbito profissional. Assim, você passa a dar seu melhor! Meu filho, por exemplo, vai ao escritório que trabalho uma vez a cada dois meses para renovar os selos de super-heróis que cola em minha mesa. Ele diz que eles estão lá para me proteger e, assim, eu realmente me sinto protegida! ”.

De uma forma geral, é possível perceber que a igualdade de gênero no mundo corporativo ainda tem um longo caminho pela frente. É preciso desempenhar cada cargo com a máxima competência, paixão e não deixar de fazer aquilo que acredita estar certo.

Avaliar o impacto de cada uma das suas ações, priorizar as mais relevantes, as que fazem a diferença no curto e longo prazo, certamente, faz toda a diferença na vida de uma mulher executiva.

Por que você não faz um curso de gastronomia? Gui Bomfim e sua história de sucesso

Para alguns, oito anos de experiência profissional não é tempo suficiente para formar um especialista. Porém, alguns jovens vêm dando provas contrárias sobre isso! É o caso do chef e empreendedor Gui Bomfim, que investiu em um curso de gastronomia e é, hoje, uma história de sucesso dentro e fora da cozinha.

Nascido em 1989, ele comanda desde 2009 a sua própria empresa, a Gui Bomfim Haute Gourmandise & Douceurs – especializada em catering, desenvolvimento de produtos e consultoria gastronômica. Atualmente o jovem empreendedor vive em Nova York, onde trabalha com o renomado chef francês Daniel Boulud.

Acompanhe a história e inspire-se!

Chef Gui Bomfim
Chef Gui Bomfim

Curso de gastronomia sim, porque você não precisa de um curso tradicional para ter sucesso

De um garoto com dúvidas sobre o que iria prestar no vestibular e sob a pressão do tradicionalismo familiar à formação em um curso de gastronomia, especialização em confeitaria na França e pós-graduação em Gestão de Luxo.

O gosto pela cozinha não esteve sempre presente no seu dia a dia, mas veio de berço. Descendente de uma grande família na qual todos tinham o gosto pela cozinha, Gui ouviu sua infância inteira histórias e receitas feitas em casa.

Gui Bomfim: ” Eu nunca pensei em ser um cozinheiro, apesar de toda a minha família cozinhar e eu ter crescido ouvindo as histórias sobre as habilidade do meu avô”.

Ao final do colegial eu me perguntava: e agora o que eu vou fazer? Apesar de não saber o que eu queria, tinha certeza de que os cursos tradicionais não me chamavam atenção. Acabei iniciando Ciências Atuariais e nem sei direito o motivo.

Meu pai era dono de uma empresa de contabilidade. Vi naquele curso a oportunidade de uma carreira tradicional e planejada no mercado de seguros. Mas em sala de aula eu apenas me questionava o que estava fazendo ali.

Tinha decidido largar a faculdade, mas precisava de uma justificativa plausível para que meu pai aceitasse. Eu não tinha uma, mas dizer que queria estudar na USP e seguir os passos dele de ser um contador me ajudaram a ir para um cursinho pré-vestibular e sair da faculdade, onde estava insatisfeito.

Lá, nenhuma novidade: não fazia nada, sempre ia para o bar e jogar bilhar. Foi quando saí com minha mãe para comprar um novo fogão para casa. Vimos diversos modelos diferentes, legais e modernos. Não parava de repetir que precisávamos de um deles. Foi quando minha mãe disse:

“Nunca te vi tão empolgado com algo! Aos 18 anos você deveria querer um carro, não um fogão… Por que você não faz um curso de gastronomia?”

É mesmo – pensei. Por que eu não faço gastronomia? Eu gosto de cozinhar, cresci nesse meio… Bem, como era de se imaginar, o apoio da minha mãe eu tinha, mas a minha decisão foi o desgosto para o meu pai.”

A jornada como empreendedor e chef pâtisserie de sucesso: expectativa x realidade 

Bolo de Macarons por Gui Bomfim
Torre de Macarons por Gui Bomfim

O primeiro passo era prestar o vestibular para o curso de gastronomia. Não havia segredos: como qualquer outra faculdade, era necessário fazer uma prova tradicional como a das outras.

Gui Bomfim: “Meu pai que não gostou da ideia, também não queria pagar. Minha mãe assinava os cheques e dizia “vai lá”. Já no segundo semestre do curso comecei a dar aulas de culinária para senhorinhas em um showroom de uma empresa de grande porte que produz equipamentos para cozinha.

Inicialmente apenas substituiria um amigo, mas gostaram do meu trabalho e fizeram uma oferta para continuar. Em paralelo, comecei a testar a venda de produtos que fazia.

Quando você entra no curso de gastronomia logo pensa que quer ser o próximo Alex Atala. A realidade é que você sai dela como apenas um cozinheiro, mas com o ego bastante elevado. De toda forma, precisava evoluir na carreira e achar o meu lugar.

A minha primeira experiência real de trabalho foi em um restaurante e, sinceramente, eu detestei a rotina. Achei bem chata. Por isso, logo fui para o catering com um amigo e peguei o gosto pelo tipo de trabalho – desenvolver cardápios, diferentes lugares, diferentes pessoas…Parecia ter me encontrado.

Comecei primeiro na cozinha da minha mãe, fazendo pequenos eventos e por algum tempo atendia mais um público restrito, como amigos, família, indicações. Quando uma primeira oportunidade maior surgiu, me deparei com a necessidade de formalizar o meu negócio.

Tinha apenas 19 anos e me tornei Microempreendedor Individual (MEI). Logo precisei aumentar a produção. Com os testes que vinha fazendo, me encontrei na cozinha e decidi que precisava me especializar na confeitaria.

Nesta época fui à França fazer um curso de verão. Foi quando surgiu a minha empresa (Gui Bomfim Gourmandise). Foi uma brincadeirinha: Bomfim = Bom fim = Sobremesa! Tudo vinha dando certo e decidi que queria mais: empresas famosas e o mercado de alta gastronomia.

Fiz um curso de pós para o mercado de luxo. Juntei as coisas e coloquei na minha cabeça que queria atender os clientes mais poderosos de SP. Mas apenas tinha um currículo – não tinha contatos ou influência e tinha saído da Zona Leste de SP. Como as pessoas iriam me conhecer?

Eu era o responsável pelo meu sucesso. Bati na porta dos lugares que tinha em mente de forma simples: “Oi, sou o Gui, este é meu produto e quero vender pra você”. Gostaram e logo comecei a fornecer para empresas como a Loja do Chá, no Shopping Iguatemi. Me tornei o “menino do chá” aos 21 anos, o que me abriu diversas portas.

Novos clientes. Novos produtos. Novos convites. O que era sonho se tornava bastante real, a minha ideia inicial das estrelas Michelin se distanciava cada vez mais e até o meu pai começou a apoiar minha escolha.

A cozinha começou a crescer. Comecei a tomar cada vez mais o espaço da casa do meus pais até não ser mais possível dar continuidade. Fui para uma espécie de edícula ao fundo, precisei investir em maquinário, utensílios, reforma… Até que tive que sair de lá!

Entrei no mercado de luxo. Consegui os clientes que queria e fiz tudo com o meu esforço, meus produtos, a ajuda da família e o network que eu construí. Tinha uma estrutura financeira que ajudou, mas conquistei tudo por mérito próprio.

Os custos eram altos no novo espaço e as contas não estavam fechando. Precisava  ganhar dinheiro de outras formas. Foi quando surgiu a oportunidade de consultoria e treinamento para o buffet de um amigo no interior.

Tive diversas conquistas, como assumir o camarote de luxo do Itaquerão em plena Copa do Mundo. Consegui trabalhar com praticamente todas as empresas que sonhei e ainda expandir para a área de Food Service.

Passei por dificuldades como qualquer prestador de serviço. Lidei com o clássico problema de treinar auxiliares e perdê-los quando ficam realmente bons. Precisei me virar para entender mais sobre administração, tive problemas com isso, com o aumento de contas, com precificação, com clientes, com fornecedores… Tudo o que qualquer pessoa que empreende no ramo se sujeita.

Em 2016 a empresa começou a apresentar problemas em decorrência ao mercado em geral -crise, recessão econômica, impacto em todos os setores. Eu, que já tinha sido eleito um dos melhores boleiros do Brasil pela Vogue, precisava me reinventar.

Vi oportunidades em alguns mercados. Propostas de projetos novos surgiram – boas e ruins. Ao final, quase não tinha mais clientes devido à mudança de escopo de trabalho. Foi quando uma oportunidade mudou toda a minha trajetória.

Do sucesso à incerteza. Os ônus e os bônus das estrelas Michelin 

Gui Bomfim junto ao time do restaurante Daniel, do chef Daniel Boulud em NYC - Arquivo pessoal
Gui Bomfim junto ao time restaurante Daniel em NYC – Arquivo pessoal

Não existe um cozinheiro que seja bom e não se entregue à emoção. O coração falou mais alto: a empresa sofria com o então momento no Brasil e uma proposta de casamento com mudança para Nova Iorque aconteceu.

Gui Bomfim: “Me aventurei, mais uma vez fui contra a vontade do meu pai e tempos depois estava recomeçando em Nova Iorque. Mantive a empresa, que ainda atendeu alguns eventos durante a minha transição de país. Precisei pela primeira vez fazer um currículo e, assim como quando decidi empreender, bati de porta em porta apresentando o meu trabalho.

Defini o que eu queria: trabalhar com o melhor, independentemente da área da gastronomia que eu seguisse. Precisei de um Career Advisor para me orientar quanto às entrevistas e a autorização de trabalho – coincidentemente a mesma pessoa: uma brasileira que trabalhava em Nova Iorque como Headhunter.

Quando a autorização saiu eu podia escolher dentre todas as empresas e profissionais que havia procurado, mas já tinha fechado com o  renomado Daniel Boulud – o autor do primeiro livro que li na faculdade (Cartas a um jovem chef).

Em três meses conquistei um bom lugar no restaurante, que também oferece outros serviços, mas confesso ter passado por um choque inicial. Afinal, desenvolvi toda a minha carreira com o meu esforço. Com as minhas regras. Com as minhas metas. Trabalhar para um restaurante com estrelas Michelin não é da mesma forma.

Este tipo de restaurante é de alto nível em tudo, inclusive nos detalhes. Se o meu uniforme estiver sujo, preciso trocar rapidamente. A barba tem que ser feita todos os dias. O Daniel em pessoa fala: “se você não consegue fazer a barba todos os dias, você não pode trabalhar aqui”.

Se você chegar super atrasado eles te mandam para casa, não pode ficar no restaurante. É preciso cumprimentar a todos diariamente ao chegar e ao sair – inclusive o Chef! Se isso não acontecer ele pede para buscar a pessoa no vestiário.

No começo ia chorando para o trabalho. Foram duas semanas bem tensas. Hoje, superado, consigo aprender, ensinar e aproveitar a grande oportunidade que me aconteceu.”

Dicas do Gui Bomfim para quem quer ou está começando na carreira 

A carreira de quem faz um curso de gastronomia não é fácil. A trajetória exige suor, além de dedicação. O talento é uma consequência, pois aprimorar o que se faz diariamente é importante para inovar e evoluir enquanto Chef.

A história é inspiradora e os detalhes levam as conquistas a ganhar ainda mais sabor. Porém, as dicas de um Advisor, assim como sua vivência, poderão fazer toda a diferença para quem almeja entrar, empreender ou evoluir nesta carreira. O Gui compartilhou algumas conosco:

– Seja humilde;

– Absorva tudo o que puder;

– Deixe o ego de lado para entender e aprender mais;

– Você pode ter que mudar a sua ideia inicial e isso não é ruim;

– Aproveite as oportunidade que surgirem;

– Você poderá ser um cozinheiro de diversos tipos (Chef; Chef Executivo);

– Você não precisa trabalhar especificamente em um restaurante. Há a opção de consultoria, desenvolvimento de produto e outras diversas além do que é mostrado no curso de gastronomia;  

– A faculdade não prepara para o mercado, apenas ensina o básico (não se cortar, não queimar, os tipos de cozinha). Você terá que ir para a prática;

– Procure estágios em bons restaurantes/empresas; etc.

Gui Bomfim: “Eu demorei para me achar, mas ainda não sei se me achei de verdade. Ainda não sei se quero ter um restaurante, apesar de a ideia ter começado a surgir. Estou amadurecendo isso e aprendendo como posso.

Sempre fui abrindo as minhas portas, indo atrás do que eu queria. Se tivesse um direcionamento, talvez eu tivesse ficado no Brasil. Talvez tivesse minha linha de sobremesas em destaque. Preferi seguir meu instinto e hoje estou aqui. Feliz!

Para quem ainda não é da área, mas quer desbravá-la, o jeito mais fácil de você viajar o mundo é trabalhando dentro de uma cozinha. Por exemplo: se você estiver fazendo um curso qualquer fora de seu país de origem, tente trabalhar em uma cozinha como auxiliar, garçom, qualquer coisa que o faça interagir com o dia a dia de um restaurante e entender a sua rotina.

Não existe um chef super conceituado de 20 e poucos anos. Você precisa de tempo de amadurecimento dentro de uma cozinha para conseguir criar, se inspirar e achar o que você quer fazer.

Um exemplo muito legal é o Chef’s Table (seriado da Netflix). Nenhum cara hoje que está nessa série teve uma vida fácil ou chegou lá à toa. Eles passaram por muitas coisas: tentativas, erros e acertos. Abriram restaurantes que deram errado, se endividaram, etc.

Acho que o sucesso para esta profissão está no amadurecimento. Você tem que se achar! É você se encontrar para conseguir transmitir aquilo dentro da sua comida. Por todos esses anos, contando tudo o que eu fiz, ainda estou nesse processo de me encontrar para transmitir aquilo no meu prato. É um processo de autoconhecimento.

Mas de tudo isso a dica mais importante que dou é é para você ‘se jogar’! Enfrente tudo com a cara e a coragem. É essa profissão que você quer? Então vá descobrir o que ela é na prática. Trabalhou em um restaurante e não gostou? Tente o catering, a confeitaria, uma padaria… Teste! Fique um ano em cada lugar, amadureça e se encontre.””

 

Vai ter mulher executiva liderando multinacional sim!

Aos poucos as mulheres vêm lutando por seus direitos e conquistando mais espaço. Contudo, as batalhas são diárias e o machismo acaba surgindo em pequenos detalhes. No mercado de trabalho isso não é diferente! Encontrar ou ser uma mulher executiva ainda é bastante difícil. Principalmente em altos cargos.

De acordo com um artigo publicado na “Fortune 100”, especial da revista Fortune sobre as cem melhores empresas para se trabalhar, o nível  profissional Executivo Sênior permanece dominado por homens. As mulheres ocupam apenas 18% das posições mais importantes em empresas.

Conheça a história de sucesso da Ana Paula Bógus, Presidente da multinacional Kimberly-Clark no Chile: uma das mulheres que estão mudando o mercado corporativo!

Quem é a primeira mulher executiva a assumir a presidência da Kimberly-Clark

Como primeira mulher executiva a assumir o cargo na empresa, desde pequena a brasileira Ana Paula Bógus sabia que o impossível é apenas uma palavra. Assim, chegou ao topo dos cargos da multinacional Kimberly-Clark com apenas 39 anos.

Ana Bógus: “Sou filha de um empresário que construiu uma metalúrgica de alumínio do zero e de uma bibliotecária que, depois dos 50 anos, decidiu tornar-se enóloga, com passagem pelas maiores importadoras do Brasil. Tive em casa a inspiração que precisava para saber que nada é impossível!”.

Mulher morena blusa branca
Ana Paula Bogus, General Manager na Kimberly-Clark Chile

As primeiras escolhas para uma carreira de sucesso:

A escolha de sua faculdade foi estratégica: o curso de administração não era um sonho, mas uma convicção de que poderia trabalhar desde o início, além de não ter que dedicar muito do seu tempo exclusivamente aos estudos – o que favoreceu sua formação como uma grande mulher executiva.

Ana Bogus: “Ao escolher minha formação levei em consideração um curso que me permitisse ingressar no mercado corporativo mais rapidamente. Por ser mais generalista, o curso de administração favorecia as oportunidades de emprego.

Além disso, ele não me exigiria dedicação integral, o que também auxilia no ganho de experiência mais rapidamente. Assim aconteceu! Logo após ingressar na faculdade, recebi uma proposta para ser secretária no extinto Banco Bamerindus, pois ainda não tinham aberto o programa de estágio da companhia.

Ocupei o cargo por seis meses até que o programa foi criado e pude fazer a minha inscrição. Como meu currículo contemplava o conhecimento avançado em inglês e alemão, fui selecionada para atuar área de Bancos Correspondentes”.

39 anos, um olhar estratégico para as oportunidades e a chegada ao sucesso

Especializada na carteira de bancos estrangeiros, Ana Paula teve passagem por grandes instituições financeiras. Além do Banco Bamerindus, trabalhou no Bankboston e no HSBC, completando nove anos no mercado financeiro e agregando grandes experiências e conhecimento de operações de corporate.

Ana Bógus: “Apesar do sucesso na carreira desde esta época, o ambiente competitivo do mercado no qual atuava me incomodava. Eu queria um trabalho onde fosse possível atuar em equipe, pois o mercado financeiro é solitário.

Para ampliar meu currículo, optei por fazer um MBA na Universidade de Pittsburgh, onde conheci o gerente de supply chain da Nestlé, na época, que sempre me dizia que eu tinha que sair do mercado que trabalhava.

Foi quando, ao final da especialização, fui convidada pela Nestlé para atuar como gerente da área comercial.”

Os desafios de ser gerente e mulher numa grande empresa

Na época ainda eram poucas as mulheres que ocupavam cargos tão estratégicos. Os desafios de ser a primeira mulher executiva a se tornar gerente era ainda maior!

Ana Bógus: “Fui a primeira gerente mulher na área comercial da companhia. Precisei conquistar a confiança de todos aos poucos, implementando uma maneira distinta de trabalho.

Após 7 anos na Nestlé, optei por novos desafios. Aceitei uma oportunidade na Kimberly-Clark de desenvolver um novo formato de trabalho na companhia: atuar no novo modelo de negócios com divisões regionais da companhia.

Comecei como responsável pelas regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil durante quatro anos. Depois me propuseram um desafio ainda maior: assumir a diretoria de Recursos Humanos da Kimberly-Clark no Brasil”, onde desenvolvi a fundo habilidades de liderança e de influência.

Essa foi uma experiência crucial para minha carreira e permitiu que hoje eu ocupasse a posição de Gerência Geral da empresa em Santiago, no Chile”.

Sucesso pessoal e profissional andam juntos

Certa de que o sucesso é a consequência de um bom trabalho e de muito comprometimento, Ana Paula lembra que seus objetivos e seus valores vão sempre além da ‘mulher executiva’.

Ana Bogus: “Meu propósito de vida é poder ajudar e inspirar as pessoas a viverem melhor e se superarem. Os resultados são consequências disso.

Para ter sucesso, é necessário unir competências e formação com as oportunidades que a vida coloca no caminho. Porém, é preciso ter confiança. É necessário acreditar que sim, podemos!

Além disso, nos cercar de pessoas que possam nos ajudar no dia a dia. Isso é muito importante, pois é impossível fazer tudo sozinha e temos que terceirizar funções sem sentir culpa. É um aprendizado diário, mas nos ajuda a chegar perto do equilíbrio que tanto buscamos.

Mas conciliar vida profissional e pessoal é, de fato, uma tarefa difícil quando se assume um cargo tão complexo e que exige tanto do profissional. Somos seres humanos e a vida profissional nunca estará bem se em casa estivermos mal.

É necessário ter paz na família e em casa para isso se refletir no âmbito profissional. Assim, você passa a dar seu melhor! Meu filho, por exemplo, vai ao escritório que trabalho uma vez a cada dois meses para renovar os selos de super-heróis que cola em minha mesa. Ele diz que eles estão lá para me proteger e, assim, eu realmente me sinto protegida! ”.

De uma forma geral, é possível perceber que a igualdade de gênero no mundo corporativo ainda tem um longo caminho pela frente. É preciso desempenhar cada cargo com a máxima competência, paixão e não deixar de fazer aquilo que acredita estar certo.

Avaliar o impacto de cada uma das suas ações, priorizar as mais relevantes, as que fazem a diferença no curto e longo prazo, certamente, faz toda a diferença na vida de uma mulher executiva.

Por que você não faz um curso de gastronomia? Gui Bomfim e sua história de sucesso

Para alguns, oito anos de experiência profissional não é tempo suficiente para formar um especialista. Porém, alguns jovens vêm dando provas contrárias sobre isso! É o caso do chef e empreendedor Gui Bomfim, que investiu em um curso de gastronomia e é, hoje, uma história de sucesso dentro e fora da cozinha.

Nascido em 1989, ele comanda desde 2009 a sua própria empresa, a Gui Bomfim Haute Gourmandise & Douceurs – especializada em catering, desenvolvimento de produtos e consultoria gastronômica. Atualmente o jovem empreendedor vive em Nova York, onde trabalha com o renomado chef francês Daniel Boulud.

Acompanhe a história e inspire-se!

Chef Gui Bomfim
Chef Gui Bomfim

Curso de gastronomia sim, porque você não precisa de um curso tradicional para ter sucesso

De um garoto com dúvidas sobre o que iria prestar no vestibular e sob a pressão do tradicionalismo familiar à formação em um curso de gastronomia, especialização em confeitaria na França e pós-graduação em Gestão de Luxo.

O gosto pela cozinha não esteve sempre presente no seu dia a dia, mas veio de berço. Descendente de uma grande família na qual todos tinham o gosto pela cozinha, Gui ouviu sua infância inteira histórias e receitas feitas em casa.

Gui Bomfim: ” Eu nunca pensei em ser um cozinheiro, apesar de toda a minha família cozinhar e eu ter crescido ouvindo as histórias sobre as habilidade do meu avô”.

Ao final do colegial eu me perguntava: e agora o que eu vou fazer? Apesar de não saber o que eu queria, tinha certeza de que os cursos tradicionais não me chamavam atenção. Acabei iniciando Ciências Atuariais e nem sei direito o motivo.

Meu pai era dono de uma empresa de contabilidade. Vi naquele curso a oportunidade de uma carreira tradicional e planejada no mercado de seguros. Mas em sala de aula eu apenas me questionava o que estava fazendo ali.

Tinha decidido largar a faculdade, mas precisava de uma justificativa plausível para que meu pai aceitasse. Eu não tinha uma, mas dizer que queria estudar na USP e seguir os passos dele de ser um contador me ajudaram a ir para um cursinho pré-vestibular e sair da faculdade, onde estava insatisfeito.

Lá, nenhuma novidade: não fazia nada, sempre ia para o bar e jogar bilhar. Foi quando saí com minha mãe para comprar um novo fogão para casa. Vimos diversos modelos diferentes, legais e modernos. Não parava de repetir que precisávamos de um deles. Foi quando minha mãe disse:

“Nunca te vi tão empolgado com algo! Aos 18 anos você deveria querer um carro, não um fogão… Por que você não faz um curso de gastronomia?”

É mesmo – pensei. Por que eu não faço gastronomia? Eu gosto de cozinhar, cresci nesse meio… Bem, como era de se imaginar, o apoio da minha mãe eu tinha, mas a minha decisão foi o desgosto para o meu pai.”

A jornada como empreendedor e chef pâtisserie de sucesso: expectativa x realidade 

Bolo de Macarons por Gui Bomfim
Torre de Macarons por Gui Bomfim

O primeiro passo era prestar o vestibular para o curso de gastronomia. Não havia segredos: como qualquer outra faculdade, era necessário fazer uma prova tradicional como a das outras.

Gui Bomfim: “Meu pai que não gostou da ideia, também não queria pagar. Minha mãe assinava os cheques e dizia “vai lá”. Já no segundo semestre do curso comecei a dar aulas de culinária para senhorinhas em um showroom de uma empresa de grande porte que produz equipamentos para cozinha.

Inicialmente apenas substituiria um amigo, mas gostaram do meu trabalho e fizeram uma oferta para continuar. Em paralelo, comecei a testar a venda de produtos que fazia.

Quando você entra no curso de gastronomia logo pensa que quer ser o próximo Alex Atala. A realidade é que você sai dela como apenas um cozinheiro, mas com o ego bastante elevado. De toda forma, precisava evoluir na carreira e achar o meu lugar.

A minha primeira experiência real de trabalho foi em um restaurante e, sinceramente, eu detestei a rotina. Achei bem chata. Por isso, logo fui para o catering com um amigo e peguei o gosto pelo tipo de trabalho – desenvolver cardápios, diferentes lugares, diferentes pessoas…Parecia ter me encontrado.

Comecei primeiro na cozinha da minha mãe, fazendo pequenos eventos e por algum tempo atendia mais um público restrito, como amigos, família, indicações. Quando uma primeira oportunidade maior surgiu, me deparei com a necessidade de formalizar o meu negócio.

Tinha apenas 19 anos e me tornei Microempreendedor Individual (MEI). Logo precisei aumentar a produção. Com os testes que vinha fazendo, me encontrei na cozinha e decidi que precisava me especializar na confeitaria.

Nesta época fui à França fazer um curso de verão. Foi quando surgiu a minha empresa (Gui Bomfim Gourmandise). Foi uma brincadeirinha: Bomfim = Bom fim = Sobremesa! Tudo vinha dando certo e decidi que queria mais: empresas famosas e o mercado de alta gastronomia.

Fiz um curso de pós para o mercado de luxo. Juntei as coisas e coloquei na minha cabeça que queria atender os clientes mais poderosos de SP. Mas apenas tinha um currículo – não tinha contatos ou influência e tinha saído da Zona Leste de SP. Como as pessoas iriam me conhecer?

Eu era o responsável pelo meu sucesso. Bati na porta dos lugares que tinha em mente de forma simples: “Oi, sou o Gui, este é meu produto e quero vender pra você”. Gostaram e logo comecei a fornecer para empresas como a Loja do Chá, no Shopping Iguatemi. Me tornei o “menino do chá” aos 21 anos, o que me abriu diversas portas.

Novos clientes. Novos produtos. Novos convites. O que era sonho se tornava bastante real, a minha ideia inicial das estrelas Michelin se distanciava cada vez mais e até o meu pai começou a apoiar minha escolha.

A cozinha começou a crescer. Comecei a tomar cada vez mais o espaço da casa do meus pais até não ser mais possível dar continuidade. Fui para uma espécie de edícula ao fundo, precisei investir em maquinário, utensílios, reforma… Até que tive que sair de lá!

Entrei no mercado de luxo. Consegui os clientes que queria e fiz tudo com o meu esforço, meus produtos, a ajuda da família e o network que eu construí. Tinha uma estrutura financeira que ajudou, mas conquistei tudo por mérito próprio.

Os custos eram altos no novo espaço e as contas não estavam fechando. Precisava  ganhar dinheiro de outras formas. Foi quando surgiu a oportunidade de consultoria e treinamento para o buffet de um amigo no interior.

Tive diversas conquistas, como assumir o camarote de luxo do Itaquerão em plena Copa do Mundo. Consegui trabalhar com praticamente todas as empresas que sonhei e ainda expandir para a área de Food Service.

Passei por dificuldades como qualquer prestador de serviço. Lidei com o clássico problema de treinar auxiliares e perdê-los quando ficam realmente bons. Precisei me virar para entender mais sobre administração, tive problemas com isso, com o aumento de contas, com precificação, com clientes, com fornecedores… Tudo o que qualquer pessoa que empreende no ramo se sujeita.

Em 2016 a empresa começou a apresentar problemas em decorrência ao mercado em geral -crise, recessão econômica, impacto em todos os setores. Eu, que já tinha sido eleito um dos melhores boleiros do Brasil pela Vogue, precisava me reinventar.

Vi oportunidades em alguns mercados. Propostas de projetos novos surgiram – boas e ruins. Ao final, quase não tinha mais clientes devido à mudança de escopo de trabalho. Foi quando uma oportunidade mudou toda a minha trajetória.

Do sucesso à incerteza. Os ônus e os bônus das estrelas Michelin 

Gui Bomfim junto ao time do restaurante Daniel, do chef Daniel Boulud em NYC - Arquivo pessoal
Gui Bomfim junto ao time restaurante Daniel em NYC – Arquivo pessoal

Não existe um cozinheiro que seja bom e não se entregue à emoção. O coração falou mais alto: a empresa sofria com o então momento no Brasil e uma proposta de casamento com mudança para Nova Iorque aconteceu.

Gui Bomfim: “Me aventurei, mais uma vez fui contra a vontade do meu pai e tempos depois estava recomeçando em Nova Iorque. Mantive a empresa, que ainda atendeu alguns eventos durante a minha transição de país. Precisei pela primeira vez fazer um currículo e, assim como quando decidi empreender, bati de porta em porta apresentando o meu trabalho.

Defini o que eu queria: trabalhar com o melhor, independentemente da área da gastronomia que eu seguisse. Precisei de um Career Advisor para me orientar quanto às entrevistas e a autorização de trabalho – coincidentemente a mesma pessoa: uma brasileira que trabalhava em Nova Iorque como Headhunter.

Quando a autorização saiu eu podia escolher dentre todas as empresas e profissionais que havia procurado, mas já tinha fechado com o  renomado Daniel Boulud – o autor do primeiro livro que li na faculdade (Cartas a um jovem chef).

Em três meses conquistei um bom lugar no restaurante, que também oferece outros serviços, mas confesso ter passado por um choque inicial. Afinal, desenvolvi toda a minha carreira com o meu esforço. Com as minhas regras. Com as minhas metas. Trabalhar para um restaurante com estrelas Michelin não é da mesma forma.

Este tipo de restaurante é de alto nível em tudo, inclusive nos detalhes. Se o meu uniforme estiver sujo, preciso trocar rapidamente. A barba tem que ser feita todos os dias. O Daniel em pessoa fala: “se você não consegue fazer a barba todos os dias, você não pode trabalhar aqui”.

Se você chegar super atrasado eles te mandam para casa, não pode ficar no restaurante. É preciso cumprimentar a todos diariamente ao chegar e ao sair – inclusive o Chef! Se isso não acontecer ele pede para buscar a pessoa no vestiário.

No começo ia chorando para o trabalho. Foram duas semanas bem tensas. Hoje, superado, consigo aprender, ensinar e aproveitar a grande oportunidade que me aconteceu.”

Dicas do Gui Bomfim para quem quer ou está começando na carreira 

A carreira de quem faz um curso de gastronomia não é fácil. A trajetória exige suor, além de dedicação. O talento é uma consequência, pois aprimorar o que se faz diariamente é importante para inovar e evoluir enquanto Chef.

A história é inspiradora e os detalhes levam as conquistas a ganhar ainda mais sabor. Porém, as dicas de um Advisor, assim como sua vivência, poderão fazer toda a diferença para quem almeja entrar, empreender ou evoluir nesta carreira. O Gui compartilhou algumas conosco:

– Seja humilde;

– Absorva tudo o que puder;

– Deixe o ego de lado para entender e aprender mais;

– Você pode ter que mudar a sua ideia inicial e isso não é ruim;

– Aproveite as oportunidade que surgirem;

– Você poderá ser um cozinheiro de diversos tipos (Chef; Chef Executivo);

– Você não precisa trabalhar especificamente em um restaurante. Há a opção de consultoria, desenvolvimento de produto e outras diversas além do que é mostrado no curso de gastronomia;  

– A faculdade não prepara para o mercado, apenas ensina o básico (não se cortar, não queimar, os tipos de cozinha). Você terá que ir para a prática;

– Procure estágios em bons restaurantes/empresas; etc.

Gui Bomfim: “Eu demorei para me achar, mas ainda não sei se me achei de verdade. Ainda não sei se quero ter um restaurante, apesar de a ideia ter começado a surgir. Estou amadurecendo isso e aprendendo como posso.

Sempre fui abrindo as minhas portas, indo atrás do que eu queria. Se tivesse um direcionamento, talvez eu tivesse ficado no Brasil. Talvez tivesse minha linha de sobremesas em destaque. Preferi seguir meu instinto e hoje estou aqui. Feliz!

Para quem ainda não é da área, mas quer desbravá-la, o jeito mais fácil de você viajar o mundo é trabalhando dentro de uma cozinha. Por exemplo: se você estiver fazendo um curso qualquer fora de seu país de origem, tente trabalhar em uma cozinha como auxiliar, garçom, qualquer coisa que o faça interagir com o dia a dia de um restaurante e entender a sua rotina.

Não existe um chef super conceituado de 20 e poucos anos. Você precisa de tempo de amadurecimento dentro de uma cozinha para conseguir criar, se inspirar e achar o que você quer fazer.

Um exemplo muito legal é o Chef’s Table (seriado da Netflix). Nenhum cara hoje que está nessa série teve uma vida fácil ou chegou lá à toa. Eles passaram por muitas coisas: tentativas, erros e acertos. Abriram restaurantes que deram errado, se endividaram, etc.

Acho que o sucesso para esta profissão está no amadurecimento. Você tem que se achar! É você se encontrar para conseguir transmitir aquilo dentro da sua comida. Por todos esses anos, contando tudo o que eu fiz, ainda estou nesse processo de me encontrar para transmitir aquilo no meu prato. É um processo de autoconhecimento.

Mas de tudo isso a dica mais importante que dou é é para você ‘se jogar’! Enfrente tudo com a cara e a coragem. É essa profissão que você quer? Então vá descobrir o que ela é na prática. Trabalhou em um restaurante e não gostou? Tente o catering, a confeitaria, uma padaria… Teste! Fique um ano em cada lugar, amadureça e se encontre.””

 

O que é sucesso para você?

Você já pensou sobre o que é sucesso e como isso interfere na sua vida pessoal e profissional? Bem, a verdade é que muito se fala sobre ter sucesso em algo, mas pouco se pensa sobre o assunto. É como se esta definição fosse algo padronizado e passado de geração para geração.

A verdade é que, apesar da palavra “sucesso” ser encontrada com significados predeterminados em dicionário, a aplicação dela no nosso dia a dia, não é padrão. Por isso, antes de qualificar qualquer um dos seus feitos como bem ou mal sucedidos, é preciso ter claro o que é sucesso para você – e é sobre isso que precisamos conversar!

O que é sucesso, segundo os dicionários

Se você buscar pelo significado da palavra “sucesso” no dicionário Aurélio – o mais tradicional dentre as publicações -, encontrará:

“1 – Aquilo que sucede; acontecimento; fato; caso; acidente.
2 – Parto.
3 – Êxito, bom resultado.”

Ao interpretar o significado, ele pode soar claramente óbvio à sua utilização rotineira. Porém, um pequeno detalhe faz toda a diferença: as suas experiências, desejos e expectativas!

O que é bom ou ruim para você?

Costumamos dizer que temos sucesso em algo quando aquilo que consideramos bom (positivo) é concluído. O detalhe que faz toda a diferença na sua interpretação, porém, é a definição do que é bom ou ruim para você especificamente.

É importante levar em consideração que não existe o óbvio ou o senso comum. Existem experiências vivenciadas, os seus sonhos, desejos e as expectativas que cria em relação a cada um dos acontecimentos em sua vida.

Para ficar mais claro, um exemplo é a formação em medicina. Se você julgar pelo senso comum se ela é boa, a probabilidade de uma resposta positiva é extremamente alta. Isso porque os médicos são profissionais valorizados financeiramente, com um certo status dentre as demais profissões e que ainda são considerados de certa forma heróis, por terem um trabalho relacionado a salvar vidas.

Contudo, se você analisar esta mesma pergunta levando em consideração o que é sucesso para você, a resposta não é tão óbvia. Afinal, se, por exemplo, a sua paixão é cozinhar ou você não possui a menor vocação para a área da saúde (lidar com pessoas, etc.), se tornar um médico não será bom para você e talvez também para os outros.

Com isso, a sua formação em medicina deixa de ser um sucesso, pois não está ligada diretamente àquilo que você sempre quis realizar.

Objetivos, metas e o sucesso

Agora que ficou mais claro como definir o que é sucesso para você, é importante estar ciente que nenhum sucesso vem por acaso. O seu foco, dedicação e desempenho serão importantes para alcançar os resultados estimados.

O problema é que, em muitos casos, colocamos em nossa cabeça que queremos algo tão fora da nossa realidade atual e ficamos tão ansiosos para ver isso acontecer que esquecemos que para chegar ao sucesso é preciso dar um passo de cada vez.

O meio mais fácil para chegar a este resultado é definir qual o seu objetivo e traçar metas reais para alcançá-los. É importante levar em consideração que existirão etapas a serem cumpridas, assim como desafios a encarar. Contudo, a vontade e a persistência podem determinar o quão bem sucedido você será na sua missão.

Histórias de sucesso nos levam a ver que nada é impossível

Falhar é mais normal do que você imagina. Grandes empreendedores tiveram seu perfil negado em grandes companhias, investimento e apoio recusados por visionários da época, dentre outros diversos casos que você pode encontrar não apenas nas biografias, mas ao seu redor.

Ao tomar conhecimento sobre como diversos profissionais foram resilientes e, hoje, são claramente reconhecidos como sucesso pelo senso comum, ou seja, ser inspirado por essas histórias, você conseguirá observar que nada é impossível.

Com isso, estará apto a lutar por aquilo que você sonhou realizar, seja ingressar em um curso, trocar de área de atuação, empreender ou mesmo ser um astronauta! Ao unir a inspiração com a definição de o que é sucesso para você, os resultados começam a ficar mais interessantes. Consequentemente, também as suas novas conquistas.

Por isso, conversamos com alguns profissionais que se consideram bem sucedidos. Com isso, queremos te inspirar e fazer de você, também, a sua própria história de sucesso!

Quer conhecer todas elas e garantir que não perderá nenhuma? Siga-nos no Facebook, Twitter ou Instagram ou assine para receber o conteúdo do Blog da Knowe. Inspire a você e as outras pessoas! #getknowe

O que é sucesso para você?

Você já pensou sobre o que é sucesso e como isso interfere na sua vida pessoal e profissional? Bem, a verdade é que muito se fala sobre ter sucesso em algo, mas pouco se pensa sobre o assunto. É como se esta definição fosse algo padronizado e passado de geração para geração.

A verdade é que, apesar da palavra “sucesso” ser encontrada com significados predeterminados em dicionário, a aplicação dela no nosso dia a dia, não é padrão. Por isso, antes de qualificar qualquer um dos seus feitos como bem ou mal sucedidos, é preciso ter claro o que é sucesso para você – e é sobre isso que precisamos conversar!

O que é sucesso, segundo os dicionários

Se você buscar pelo significado da palavra “sucesso” no dicionário Aurélio – o mais tradicional dentre as publicações -, encontrará:

“1 – Aquilo que sucede; acontecimento; fato; caso; acidente.
2 – Parto.
3 – Êxito, bom resultado.”

Ao interpretar o significado, ele pode soar claramente óbvio à sua utilização rotineira. Porém, um pequeno detalhe faz toda a diferença: as suas experiências, desejos e expectativas!

O que é bom ou ruim para você?

Costumamos dizer que temos sucesso em algo quando aquilo que consideramos bom (positivo) é concluído. O detalhe que faz toda a diferença na sua interpretação, porém, é a definição do que é bom ou ruim para você especificamente.

É importante levar em consideração que não existe o óbvio ou o senso comum. Existem experiências vivenciadas, os seus sonhos, desejos e as expectativas que cria em relação a cada um dos acontecimentos em sua vida.

Para ficar mais claro, um exemplo é a formação em medicina. Se você julgar pelo senso comum se ela é boa, a probabilidade de uma resposta positiva é extremamente alta. Isso porque os médicos são profissionais valorizados financeiramente, com um certo status dentre as demais profissões e que ainda são considerados de certa forma heróis, por terem um trabalho relacionado a salvar vidas.

Contudo, se você analisar esta mesma pergunta levando em consideração o que é sucesso para você, a resposta não é tão óbvia. Afinal, se, por exemplo, a sua paixão é cozinhar ou você não possui a menor vocação para a área da saúde (lidar com pessoas, etc.), se tornar um médico não será bom para você e talvez também para os outros.

Com isso, a sua formação em medicina deixa de ser um sucesso, pois não está ligada diretamente àquilo que você sempre quis realizar.

Objetivos, metas e o sucesso

Agora que ficou mais claro como definir o que é sucesso para você, é importante estar ciente que nenhum sucesso vem por acaso. O seu foco, dedicação e desempenho serão importantes para alcançar os resultados estimados.

O problema é que, em muitos casos, colocamos em nossa cabeça que queremos algo tão fora da nossa realidade atual e ficamos tão ansiosos para ver isso acontecer que esquecemos que para chegar ao sucesso é preciso dar um passo de cada vez.

O meio mais fácil para chegar a este resultado é definir qual o seu objetivo e traçar metas reais para alcançá-los. É importante levar em consideração que existirão etapas a serem cumpridas, assim como desafios a encarar. Contudo, a vontade e a persistência podem determinar o quão bem sucedido você será na sua missão.

Histórias de sucesso nos levam a ver que nada é impossível

Falhar é mais normal do que você imagina. Grandes empreendedores tiveram seu perfil negado em grandes companhias, investimento e apoio recusados por visionários da época, dentre outros diversos casos que você pode encontrar não apenas nas biografias, mas ao seu redor.

Ao tomar conhecimento sobre como diversos profissionais foram resilientes e, hoje, são claramente reconhecidos como sucesso pelo senso comum, ou seja, ser inspirado por essas histórias, você conseguirá observar que nada é impossível.

Com isso, estará apto a lutar por aquilo que você sonhou realizar, seja ingressar em um curso, trocar de área de atuação, empreender ou mesmo ser um astronauta! Ao unir a inspiração com a definição de o que é sucesso para você, os resultados começam a ficar mais interessantes. Consequentemente, também as suas novas conquistas.

Por isso, conversamos com alguns profissionais que se consideram bem sucedidos. Com isso, queremos te inspirar e fazer de você, também, a sua própria história de sucesso!

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How to Find the Perfect Career Advice This New Year Without Leaving Your Home

For most, the holiday season is high time for positive change. Many look to shrink their waistlines. Others seek to fatten the wallet. The latter, of course, can be done in multiple ways, like getting that salary raise or job change. But along with everything else this time of year, resolutions often get put on the backburner. In fact, 80 percent of them fail, according to the U.S. News and World Report due to lack of self-discipline and accountability.

For those looking to make a work move, don’t go at it alone. Find someone who’s been there and done that. Someone in the Knowe.

What is Knowe? Simple. It’s a match-making platform for professionals, pairing every career question with a personalized, expert answer from an Advisor. Sign up today for your first one-on-one video session, designed specifically to make you the boss of your work life.

What can Knowe do for you? Anything you want and just what you need.

Knowe can help you climb the next step up your company’s ladder or slide into the industry of your dreams. Or maybe you are looking to win the dance contest that is office politics, asking your boss for a big raise — or, heck, going up against her for a promotion?

Knowe is your perfect partner, with every move choreographed to make you the star. Knowe Advisors don’t want you to be under the spotlight. They want you to shine.

There are less than 10 days left in 2016, so now is the perfect time to set resolutions for the New Year. Are you ready to seize the promotion you deserve? Or are you set to turn your dreams into a reality in a completely different industry?

For those seeking positive job change of any kind, no time is better than the present. And thanks to Knowe, your future just arrived.

Stop Settling For Generic Career Tips and Find the Advice You Need

You’ve heard the saying, “It’s not what you know, but who you know.”

Such rings true across all professional industries, but is often followed by sighs of frustration. Networking can cost tons of time and money.

Each year, men and women like you get stuck on the road to nowhere, hopping around the internet searching for vague professional advice or spending countless hours at costly and crowded industry events.

But, what if these efforts could be streamlined with a one-stop-answer shop for all of your job-related questions?

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Why does that sound so darn simple? Well, because it is — it’s all about sharing. With a few clicks online, you can be face-to-face with an experienced professional who’s been where you want to be. Someone with the wisdom you didn’t even know you needed.

Want to quit your day-to-day job in corporate to follow that childhood dream of owning a catering business? Many beam with ambition but fall short in the contacts or direction departments. Thanks to Knowe, you can pick up the keys to success and get answers you need from the comfort of your own couch.

What else can you get from Knowe? In short: Anything you want and just what you need. No two professional paths are alike, so don’t settle for cookie-cutter career advice.

Think of it as a therapy session for your career, but at a fraction of the cost.

The experts at Knowe get how you feel. They’ve walked in your shoes. And they’re ready to help you realize tomorrow’s dream … today.

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